Visando o crescimento da indústria láctea no Maranhão, a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão(FIEMA) por meio do Senai-MA deu início no Estado as ações fruto de projeto de cooperação internacional. Firmado entre o Senai Nacional, Sebrae e a organização francesa ECTI, o convênio objetiva a transferência de tecnologia entre o Brasil e a França e irá beneficiar os Estados do Nordeste.
Como parte das ações, os peritos franceses na produção de queijos, Armand Flury e Roland Perrin estão em São Luís desde o último dia 25. Eles permanecem até hoje(28.01), ministrando o curso de Avaliação Sensorial. Por meio do treinamento, 25 técnicos serão preparados para identificar aroma, textura e sabor de queijos. A capacitação está ocorrendo no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia(IFMA), antiga Escola Agrotécnica, parceria da iniciativa.
Concurso de Queijos
Deste grupo, três serão contratados para executar uma terceira etapa do projeto que é a caracterização e catalogação dos queijos do Nordeste, publicação a ser lançada pelo convênio.
Os técnicos deverão ainda atuar como jurados do 1ºConcurso Estadual de Queijos, que o SENAI-MA prevê para junho deste ano. O concurso será realizado nos moldes do Concurso de Paris. O perito Roland Perrin, um dos instrutores do curso inclusive é jurado deste que é o maior concurso de queijos do mundo.
Outras Ações
A vinda dos técnicos foi viabilizada pelo Senai com o objetivo de desenvolver a cadeia produtiva do leite no Estado. Com a iniciativa, a indústria láctea maranhense começa a ser fortalecida com a transferência de tecnologia internacional. O treinamento é a segunda ação no Maranhão, na primeira foi realizado diagnóstico em laticínios maranhenses para identificação dos tipos de queijos do Nordeste.
O projeto de transferência de tecnologia entre o Brasil e a França atende a cinco Estados do Nordeste: Maranhão, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas. Além dos treinamentos e do concurso, o projeto prevê a melhoria da unidade móvel do Senai, a intervenção em 24 empresas do Nordeste para melhoria do controle dos processos de fabricação(sendo 4 do Maranhão), qualidade e textura do queijo e ainda irá desenvolver junto com a empresa, a criação de um novo produto lácteo a ser lançado no mercado maranhense, fruto de inovação tecnológica.