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22/05/2008 - 00:00

Fiema promove ciclo de debates sobre desenvolvimento industrial

Evento que debateu o desenvolvimento industrial do Maranhão em todas as suas vertentes fez parte das comemorações pelo Dia da Indústria.

Intermídia Comunicação

O desenvolvimento industrial do Maranhão foi debatido em todas as suas vertentes na última terça-feira, 20, no seminário promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão – FIEMA, com o apoio da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (SINC) e do Conselho Regional de Economia (CORECON/MA). O evento faz parte das comemorações pelo Dia da Indústria, 25 de maio.

O tema desenvolvimento foi debatido em três aspectos impactantes: “Como desenvolver o Maranhão”, na visão do setor industrial com apresentação do Superintendente da FIEMA Marco Antônio Moura; “Desenvolvimento industrial do Maranhão”, apresentado pelo Secretário de Indústria e Comércio Júlio Noronha; e “Desenvolvimento do Maranhão em Questão”, uma visão segundo os economistas, em palestra proferida pelo vice-presidente do CORECON, José Cursino Raposo Moreira.

Completando as discussões, Afonso Sérgio de Oliveira, Superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MA), instituição ligada ao Sistema Indústria, apresentou o resultado de uma pesquisa de importação. O estudo mostra o quanto o Maranhão importa em produtos, que aqui poderiam ser produzidos, gerando emprego e renda para os maranhenses.

Na abertura do evento, o Presidente da FIEMA, Jorge Machado Mendes lembrou que o Dia da Indústria é uma data para discussões e acima de tudo para reflexões, seja pela importância do segmento para o desenvolvimento nacional e estadual, seja pelo delicado momento vivenciado pelas entidades que integram o Sistema Indústria – SESI e SENAI, as quais estão ameaçadas por uma proposta de reformulação do setor, oriunda do Ministério da Educação, e que segundo Mendes é “intervencionista e estatizante e que coloca em risco os 60 anos de relevantes serviços prestados pelo SENAI ao desenvolvimento direto da indústria brasileira, com excelência e expertise na formação profissional para o setor reconhecidas e elogiadas internacionalmente”, ressaltou ele.

Jorge Mendes lembrou ainda do grandioso programa que está sendo desenvolvido desde o ano passado chamado “Educação para a Nova Indústria”, no qual o setor produtivo investirá mais de R$ 10,5 bilhões até o ano de 2010, com a meta de gerar 16,2 milhões de novas matrículas nos cursos oferecidos pelo SENAI (educação profissional) e SESI (educação básica) em todo o país.

Sobre o desenvolvimento industrial no Maranhão, o presidente da FIEMA foi enfático ao afirmar que a Federação das Indústrias pretende continuar aglutinando todas as forças – governo, iniciativa privada, universidades, poderes Legislativos e Judiciário, ONG’s, e toda a sociedade organizada em prol de um projeto maior de desenvolvimento econômico do Maranhão. E lembrou ainda da importância da firmação de um pacto público-privado como o alicerce para sustentar e priorizar projetos voltados para o adensamento de diversas cadeias produtivas, assim como para garantir investimentos em infra-estrutura – estradas, ferrovias, porto, energia, água – como forma de atrair novos investimentos para o Estado.

Em sua palestra, o economista José Cursino Moreira também defendeu a maior união para o desenvolvimento sinérgico do que ele chamou de Agenda de Desenvolvimento para o Maranhão, composta de prioridades como a Resolução de Questões Agrárias e Conservação de Recursos Naturais, Políticas Práticas de Desenvolvimento Regional Urbano, Definição da Identidade Regional do Maranhão, Base Científica e Tecnológica e Verticalização Produtiva, com o adensamento de diversas cadeias produtivas a exemplo do alumínio, soja e madeira, conforme previsto também no Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial do Maranhão.

“É preciso que a sociedade maranhense se aproprie do processo de desenvolvimento do Estado, pois essa é uma responsabilidade coletiva. O Governo pode e deve ajudar, assim como os demais poderes constituídos e a iniciativa privada aqui representada pela FIEMA. Todos têm um importante papel a cumprir”, lembrou Cursino Moreira.

O Secretário Estadual de Indústria e Comércio Júlio Noronha elogiou o atual momento de coalisão de esforços entre os setores público e privado no Maranhão, que segundo ele “leva a um projeto concreto de desenvolvimento que precisa sair do discurso para a prática. O Maranhão precisa crescer e estamos trabalhando para isso, mas da forma certa, com a participação de todos”, disse Noronha após apresentar as ações já desenvolvidas pela SINC em 2008 e as prioridades para 2008.

Marco Moura, Superintendente da FIEMA apresentou as diretrizes do Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial do Maranhão, e mostrou as oportunidades de negócios nas diversas cadeias produtivas e que ações poderão ser implementadas – por exemplo, investimentos em infra-estrutura – no sentido de se eliminar os principais gargalos ao desenvolvimento do Estado.

Segundo Marco Moura, “a expectativa é que a partir desse debate, haja uma convergência de ações entre os diversos atores da sociedade para se estruturar a proposta da FIEMA de que seja firmado um pacto público-privado em favor do desenvolvimento do estado”, explicou ele.
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